quarta-feira, 31 de julho de 2019

Descanso e paz


Férias são importantes, um período em que você tenta se desligar do cotidiano, do cansaço e daquilo que seu " laboro" é capaz de causar. Muito me espanta quando vejo pessoas dizendo aos quatro ventos que amam "o que faz", que se sentem completamente felizes com a função que exercem e que estão extremamente satisfeitas com suas atividades laborais. Porém me espanta mais ainda quem posta no primeiro dia: “férias, tudo que eu precisava neste momento”, cito esse exemplo, mas poderiam ser diversos outros. Não estou aqui para julgar, mas apenas fazer refletir sobre o real significado da verdadeira satisfação. Reconhecer que o cansaço é normal, mesmo quando fazemos aquilo que realmente amamos como atividade laboral, seria mais fidedigno e menos hipócrita de nossa parte, e também mais saudável, reconhecer nossas limitações.

Pessoas tem suas fraquezas e franquezas, não precisamos ser extremamente fracos, nem vangloriar de nossa franqueza exagerada, pois a mesma, pode ferir alguém. Ser coerente com nossa realidade e reconhecer nossos limites no agora, trazer um efeito de uma vida saudável. O excesso de resiliência, pode passar uma falsa ideia de satisfação que pode abrir muitos caminhos para você, mas pode fazer com que seja refém de suas escolhas. Ao invés da franqueza exagerada, podemos "lançar mão" de uma conversa sincera. Ao invés de uma resiliência exacerbada, podemos ser mais flexíveis e reconhecer os nossos limites.
Ao nosso redor outras pessoas podem estar enfrentando também grandes desafios, e estamos todos em um grande barco. Dizer que seu barco não está afundando para sobressair em algum momento, vai apenas camuflar os buracos, e em um futuro próximo pode o deixar a deriva. É necessário ser mais que apenas um belo iate com luxo e requinte, é preciso saber ser âncora, e atracar em porto firme, nesse mar de exageros, excessos e vulgaridades. Em um cenário carente de descanso e paz.  



domingo, 30 de junho de 2019

Entre bandos e bandas, continuamos no ego solitário

Ser flexível exige muito de você, mais do que dos outros. Num cenário de insegurança, o ego fala mais alto ao receber uma crítica de outrem. O cenário muda, mas as mentes continuam repetindo métodos arcaicos.

Quando queremos somos um bando, quando queremos somos uma banda ecoando ódio em desfavor de outrem.

Quando deparamos com um cenário que fere o nosso ego, não exitamos em mostrar nossa verdadeira face, e fazer oposição as ideias, às pessoas, aos sonhos dos outros. Por menor que seja o seu protagonismo, sua sede de protecionismo vem a tona e torna-se uma sagaz barreira.

O efeito barreira, que você constrói, se desfaz com o tempo por suas próprias ações. Não se engane, barrar aos outros é barrar a si mesmo.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Contra o que mesmo?

Por Júlio Bruno 

Contra o tempo? Ou contra a procrastinação? Talvez essa não seja a mais poética das postagens que você vai ver nesse blog. Talvez ela possa doer no ego de alguém, talvez ela possa mexer na ferida que ficou ai. Pois é, dito isso, prepare-se para brigar contra o relógio imaginário que tem dentro de você. Sim, ele existe e recebe o nome de 'procrastinação', um eterno adiar aquilo que você tem que fazer, tem que começar, o verdadeiro enrolar, deixar de fazer, se render as mazelas que são tidas como do senso comum. Acreditar que se fizer ou não, vai dar na mesma. Na realidade isso é procrastinar, é se entregar ao pessimismo oculto dentro de você, a um ponto de vista que deveria estar superado em sua vida. Quando você procrastina, você reacende uma chama que não deveria existir dentro de você, pois ela é a chave para que seus objetivos não sejam atingidos.
Uma hora você vai ter que cair na real, e se entender com seus botões, e tentar recuperar o tempo perdido nessas idas e vindas de longas procrastinações. “E agora José”.


José já era?


 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Flores para o mundo

Qual o preço do mundo?
Que mundo é esse?
Em que mundo vivemos?
O que nos tornamos?

Seres humanos?
Seres mundanos?
No interesse profundo, em afundar o mundo.
Qual preço pagamos?
Por esse mundo cruel.

Um mundo de lama,
a lama que inflama,
a lama cruel.
Contudo, sonho com o mundo,
em que mesmo que haja lama na terra,
tenham flores no céu.

Flores para o mundo

 





terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Hora de virar a página, uma outra vez mais

É dada a hora de virar a página, de receber os ensejos do novo ano. Ao passo que saímos de uma retrospectiva de um ano que se passou, e a pergunta que se faz é: se você escreveu as suas páginas durante esse ano, ou deixou que páginas fossem escritas para você?  

Seria pecado deixar a página em aberto,e deixar as coisas acontecerem?

Vamos deixar em aberto esse novo tempo? Até que o mesmo grite e exija reflexões…

No aguardo,

Feliz 2019!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Será que Novembro deu conta? Se não deu conta, pagou a conta do ano inteiro.

Amarrados até Outubro com as eleições e brigas na internet, o brasileiro aprendeu muita coisa, durante o ano, deu aula de todas as disciplinas e assuntos possíveis. Foi assim: no embate e no debate. Depois , viu que muita coisa valeu a pena e muita coisa deixou a desejar, que os kits da vida não existem e que o mi mi mi não foi suficiente. Aff! Aprendeu a lidar com gente, e ver as piores versões desse ser humano.
Novembro veio recuperar o que até Outubro não deu conta, veio ser diferença e esperança. A famosa operação de última de hora. De finalizar os projetos, de arrumar o armário e tentar deixar as coisas em ordem para descansar o Dezembro tranquilo, para receber o 2019 de expectativas. E assim caminharam, os 30 dias de Novembro. Em meio a tantos feriados e dias corridos. Com a chegada do horário de verão, demorou uma semana para organizar o relógio. E o ' sextou' de Novembro, sextou com vontade. O cansaço da semana, misturado com a expectativa do fim de semana. Fim de semana de descanso, de ranço, de pensamentos e planos. Mas não deu tempo, não deu tempo de pensar e o fim de semana já foi. Breve como o cair de uma estrela cadente.

Contudo, Novembro surge como o grande protagonista do ano. Até aqui você já chegou as suas próprias conclusões dos erros e acertos, e do que realmente não vai dar futuro, não vale a pena. Mas para o bom planejador, os erros apontam o caminho, dos novos tempos, das estratégias e dos novos horizontes. Dezembro não quer saber do que não deu certo o ano inteiro, como bom sagitariano, ele vem querendo é festa, e vai deixar o trabalho inteiro para Janeiro e os próximos meses. Valeu Novembro, você é o cara, carregou o ano inteiro nas costas, e venceu com brilhantismo embora não tenha o reconhecimento merecido, você sabe que foi o melhor mês do ano.

sábado, 24 de novembro de 2018

Ligar o foda-se! É eximir-se de suas responsabilidades e deixar de agir em busca de uma solução

Todos os dias os problemas atingem as pessoas de forma inesperada. São problemas que não são das pessoas, mas que elas acabam absorvendo ou não, dependendo do ponto de vista. Nas relações comerciais, isso é muito comum. Pessoas trazerem em sua bagagem, problemas que serão repassados como se fossem aqueles verdadeiros 'Cavalo de Tróia' para os outros. Nesse momento, em que você se vê frente a frente com um problema criado e trazido por outrem, surge o famoso pensamento que para muitas pessoas resolve e bem a situação, o famoso : 'Ligar o foda-se!'



Com o perdão do xingamento, isso é muito mais comum do que se pensa. As pessoas não querem se envolver com situações e problemas alheios, acreditam que se não estão envolvidas, as mesmas que resolvam por si, tais situações. Porém vivemos em uma mesma atmosfera, os problemas dos outros, realmente não são seus problemas. Mas não buscar uma solução, um diálogo, um crítica a esses problemas, nos torna apenas seres desinteressados pelo outro,incapazes de compreender o outro lado, de se colocar no lugar do outro.
Ser resiliente aos problemas dos outros, por mais que sejamos já carregados de problemas, não quer dizer que vamos buscar esses problemas para nós. Mas sim, buscar uma luz para que alguém possa se iluminar e daí encontrar soluções, encontrar ajuda, encontrar e vencer a verdadeira causa dos seus problemas.
Por mais difícil que seja, a busca pela compreensão do problema alheio, é uma das chaves para criar em você, a capacidade para ser resiliente frente ao turbilhão de problemas que surgem na atmosfera. E saber que a solução para um problema de uma pessoa, pode ser também a solução para muitos outros problemas , e assim uma corrente se forma, frente ao campo minado no qual estamos juntos mesmo separados por preconceitos, atitudes, informações.

O mundo está cheio de problemas, pessoas estão carregadas de problemas. Não cabe a cada um de nós resolver o problema de todos, cabe a cada um ser compreensivo com o outro, mesmo que não seja responsável por resolver as demandas alheias. Porém cabe a cada um, não criar problemas que não existem. Muitos dos problemas que existem, são fruto de achismos, egoísmo, de pensar que o outro é culpado e ganham assim dimensões que fogem a capacidade humana. A sabedoria do diálogo, é a chave para que os seus problemas, não sejam também problema para os outros, e que possam ser solucionados de uma forma em que o outro não saia prejudicado. É muito comum, tentar resolver os seus próprios problemas, culpando os demais e acreditando que eles são os criadores dos seus problemas, a ponto de alguém ter que recorrer ao código 'foda-se!' para ser insensível aos olhos dos outros. Nem sempre quem te olha, é capaz de te compreender, nem sempre quem conversa com você é capaz de te ajudar. Muitas vezes, quem fica em silêncio, quem se afasta, é que realmente faz algo por você. Mesmo que isso pareça ligar o 'foda-se!'.