sexta-feira, 31 de março de 2017

Aprender com experiência de vida

Toda a técnica será desprezível se você tiver a capacidade de aprender com a experiência de vida de alguém.
Não quero falar da profissão 'professor', mas é como se, explicitamente eu desejasse falar sobe essa profissão maravilhosa, eu diria um dom, que não é para qualquer um.
Números, fórmulas e questionários não se comparam a troca de experiência com quem ensina e também aprende falando sobre a vida. Sim, porque ensinar também é aprender.
São muitas as oportunidades de se aprender, em muitas delas não reparamos por exemplo, o quão enriquecedor pode ser um simples diálogo.
Não é a pessoa metódica e calculista, quem te ensina. Nem tampouco aquela pessoa que acredita ser superior, por saber falar acerca de seus feitos, de suas aventuras, de como conseguiu obter uma vantagem em um mundo de espertos, e como conseguiu acumular sua fortuna.
Algumas questões na vida remetem ao bom guerreiro, em que o mesmo se vangloria de ser o sábio,pois digo que raramente o é. Por vezes é uma pessoa que sabe lidar com seu dinheiro, mas não entende que as outras pessoas ao seu redor tem projetos de vida diferentes, expectativas e sonhos diferentes.
Aprende-se mais com quem quebra a cara, com quem já levou muitos 'nãos', e muito mais ainda com os desafortunados. Aprende-se com um bate-papo informal sobre como foi o dia, sobre um filme que está passando no cinema, ou com uma fábula. A ciência, a tecnologia, estão em constante evolução, mas o ser humano é que guarda o maior tesouro capaz de gerar o conhecimento, ele mesmo e suas experiências de sucesso e de insucesso.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Riquezas intangíveis


Peguei um livro para folhear e me encantei com a estória, na verdade uma fábula, daquelas que os personagens são animais que se comportam como gente, e no final você ganha de brinde uma lição. Pois é, o mais interessante desta história foi quando li nas últimas páginas a biografia do autor e do ilustrador. Conhecer o passado de quem escreve é algo muito prazeroso, e ao mesmo tempo contribui para entender a veracidade do que está escrito. É tão bom saber que um escritor inseriu no  seu texto com menções ao tempo em que vivia , mesmo sem citar os fatos diretamente, mas deixando uma fresta que nos leve a compreender o passado, mesmo algumas décadas ou  séculos depois.  Naquela época poderia estar ocorrendo uma guerra, um período difícil, uma revolução, fatos dos quais o autor nem se quer imaginava  que estava por vir.
A história acontece e é dela que surgem as estórias. Pequenos detalhes podem revelar que existia naquele tempo: disputas, conflitos, diferenças ideológicas e sociais, os dissabores, os costumes, e a riqueza cultural de uma época. Um tempo em que muitos destes autores,  foram atores de seu tempo, agentes de transformação da sua época, direta ou indiretamente. As contribuições de uma testemunha ocular, que seja por meio de uma pintura, um retrato, uma carta, um recorte de jornal, uma poesia; nos leva a compreender o que se passou. Um diário de confidências é mais rico em detalhes que um tabloide semanal de acesso irrestrito. Afinal a verdade pode estar estampada em 'outdoors' mas poucos se interessam em aceitá-la.
Há conflitos de interesse, de desejos, de anseios, motivados pelo valor financeiro ou mesmo passionais.E tudo se torna uma grande confusão. Dessa confusão surge a fuga à realidade e  o isolamento. Isolar do mundo não é uma tarefa fácil, mas esse isolamento nem sempre é concreto, por vezes é abstrato.
E quão bom é reconhecer que as pessoas no seu tempo, com todas as suas limitações tecnológicas deixaram um legado de sabedoria, deixaram uma passagem secreta para o passado, sem ter compromisso com isso. Quebraram as regras, escreveram a história de seu tempo através de suas escolhas, e na maioria das vezes sem saber que estavam deixando para as futuras gerações uma bagagem histórica de um valor imaterial que sobrepõe as riquezas mercantis.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Questão de tempo

Seria o tempo um grande vilão? Quanto tempo é necessário para que as coisas comecem a acontecer? As vezes é preciso deixar o tempo passar, deixar de lado a cobrança sobre você mesmo para que aconteça algo. Mas na maioria das vezes é preciso começar a agir, pois a atitude vai definir o que será realidade, a mudança na ordem dos fatores que levem a acontecimentos de fato. Culpar o tempo por nossos erros, é simplesmente cometer um novo erro. Tem um pensamento interessante que li na fila interminável da copiadora da primeira faculdade na qual estudei, que diz o seguinte: “urgente é tudo que você não fez em tempo hábil”, não lembro o autor desta frase e não encontrei na internet, mas é uma reflexão muito interessante. Quando se compreende o sentido dela, cabe-nos aceitar as consequências dos fatos sem culpar o tempo pelos seus desdobramentos. Tá certo que na maioria das vezes as filas do comércio em geral, do ponto de ônibus, do check-in no aeroporto, entre outros lugares, estão sempre lotadas. E nem sempre estes estabelecimentos tem como evitar o grande fluxo. Seria uma procrastinação coletiva o que vivemos? Deixar tudo para a última hora e viver situações como estas de forma constante?
Deixando de lado a parte dos problemas corriqueiros vem outra pergunta: Quando é realmente o tempo certo para algumas atitudes? Qual será o momento certo de tomar coragem para ir além? É preciso pensar, repensar, refletir para não cometer atos impulsivos que levem a erros, pois estes causam arrependimentos. Mas a pior culpa é aquela que você sente por não ter tentado, por não ter aceitado o convite, de não ter conhecido alguém especial. Que a prudência seja sempre referência em seus atos, mas que ela não faça com que você seja refém de uma eterna sensação de procrastinar suas decisões capazes de mudar sua vida. As vezes é preciso dizer sim. E deixar o tempo que o escraviza, passar a seu favor para que as coisas comecem a mudar e acontecer...

sábado, 31 de dezembro de 2016

Quem disse que ia ser fácil?

Foi preciso muita fé. Afinal como diz a música 'fácil não é', não é mesmo. Esperar que o novo ano que vai começar seja repleto de coisas boas, é quase uma unanimidade. Alguns acontecimentos vem de encontro aos nossos desejos e aos nossos planos, fogem as nossas expectativas. Eis que o desenrolar de um novo tempo nos surpreende e é preciso se reinventar para seguir em frente. As palavras ficam de lado, quando o que mais importa são as atitudes. 
E o ano chega ao fim, e pensar muitas das coisas que aconteceram trouxeram reflexão. As escolhas erradas trouxeram sofrimento, mas também aprendizado. O lado bom das coisas ruins, existe. Quando a dificuldade vem, vem as críticas, o medo, a apreensão. Mas é dai que vem a coragem para seguir. 
Faça um balanço das oportunidades que foram conquistadas, daquilo deu certo, nos fatos que se tornaram acontecimentos marcantes. E mesmo que os projetos tenham tomado rumos inesperados, você tentou, ousou, buscou e conquistou algo em função dos seus sonhos. 
O dinheiro faltou. Mas um sorriso foi conquistado, um elogio, um abraço, um reconciliação,uma nova amizade, uma porta que se abriu, um momento com uma companhia especial, a sua voz foi ouvida. 
Planos para o próximo ano? Sim. Planejamento é fundamental.Não vai ser fácil. Mas com tudo  que você aprendeu, vai saber agir e fazer diferente, fazer a diferença. 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Texto.Contexto

#Sonho#Diálogo#Sol#Visão#Mundo#Sorte#Atrito#Diário#Poder #Movimento#Magia#Humanidade#Fé#Riscos#Encontros#Crime#Pensamento#Objetivos#Mobilidade#Estudos#Mundo#Amor#Sensibilidade#Poesia#Temperamento#Curiosidade#Racional#Crueldade#Desespero#Romance#Saudade#Luxo#Inocência#Aparência#Viagens#Trabalho#Sucesso#Regras#Humildade#Brigas#Respeito#Tecnologia#Música#Educação#Roteiro#Dinheiro#Criatividade#Saúde#Atitude#Beleza#Cuidado#Amizade#Dedicação#Passado##Ação#Mudança

Palavras soltas e isoladas não formam um texto. Embora cada uma delas tenha um significado na linguagem,elas precisam fazer sentido. E texto também não é apenas escrito. Ele pode ser falado. E não precisa ser extenso para fazer sentido. Precisa ser entendível. Passar a mensagem a que se destina. Complicado? Talvez. A humanidade está tão poluída de discursos perfeitos e rebuscados que muitas vezes não fazem sentindo algum para a realidade em que vivemos. É preciso sintetizar. 

Chegamos a um ponto em que o papel desperdiçado com textos inúteis quer dá passagem para textos que cheguem mais rápido. O papel vai se tornar cada vez mais raro e precisa ser melhor aproveitado. O meio ambiente agradece pela economia de papel com tudo aquilo de inútil que estiver sendo escrito e jogado às traças. Eu prefiro árvores mais verdes do que papel jogado nas ruas. Mas como o papel tem o seu valor e foi a partir dele que a escrita se materializou, precisamos ocupá-lo com o melhor de nós. 

Valorize o seu papel, valorize a sua mensagem. Dê contexto ao seu texto. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Rompimentos

Às vezes é tão difícil passar por algumas situações. Como desapegar de um móvel antigo no canto da sala. Ou por exemplo aquela calça “jeans” que você tanto gosta, mesmo tendo uma dezena de opções, algumas vezes você só quer aquela que melhor se ajusta ao seu corpo. Difícil romper com hábitos que criamos, e pelos quais somos influenciados.
O rompimento não é algo fácil. Voluntário ou não, é sempre uma difícil missão. A dificuldade está em aceitar se desligar de algo que não faz mais sentido em nossas vidas. Ou simplesmente aquilo pelos quais somos obrigados a desapegar. Pela vida, pela família, pelas amizades, pelo sistema, pelos outros, ou por nós mesmos. E o caminho mais fácil para o desapego está em nós. Na própria vontade de se afastar. Não mais assistir aquela novela que tanto o diverte, mas rouba o seu tempo de estudos. Em parar de comer chocolates. Esquecer aquele amor não correspondido, mas que é o amor da sua vida.

O rompimento é sinônimo também de coragem, pois é preciso muita coragem e força de vontade para enfrentar e se libertar de algo. Existem rompimentos passageiros, demorados ou definitivos. Todos são difíceis, todos podem te trazer dor. Todos podem te transformar. Quando você opta por romper com algo, alguém ou algum lugar. Você vai sentir os efeitos rapidamente. E grande parte dos rompimentos são encarados como momentos de dor. A dor da perda de um emprego, da perda de um ente querido, até mesmo quando você perde o ônibus por uma questão de 5 minutos por exemplo. Mas a pior dor, penso que seja da oportunidade perdida. E é a tentativa de fazer algo que você sonha, que vai determinar se valeu a pena ou não, o rompimento. Uma oportunidade perdida dói mais que a tentativa mal sucedida.

Na infância é mais fácil romper. Ficar de “belém-belém” com um coleguinha. E dias depois voltar a se falar, como se jamais tivesse acontecido algo. Com o tempo você vai crescendo e os rompimentos ficam mais sérios. Agora você já começa a perceber que as mudanças já não são mais tão bacanas como nos tempos de criança, onde tudo é uma grande aventura. Você começa a se conscientizar e pensar nas consequências das escolhas. E certo de que tudo na sua vida é uma escolha, fica difícil romper com o que pode ser o seu grande desejo, o seu grande sonho, e sua grande chance.

Mas não se sentir preso as suas escolhas é libertador. Chegará um momento em que o móvel velho, vai dar espaço ao móvel novo, chegará o momento em que um corte na sua calça “jeans” desbotada vai deixá-la como se fosse artigo de luxo, chegará um momento em que seus cabelos castanhos terão que escolher se irão ficar sem cor, ou se vão se aventurar em um novo tom. Que tal testar um verde esperança? Ou exagerar no “pink” ?

Escolhas definitivas irão exigir mais capacidade de superação. E existem situações inevitáveis. E neste caso, você vai precisar de toda ajuda possível. De um abraço apertado. De um conselho amigo. Do colo da mãe. Uma oração sincera, ou simplesmente de um bom café.

Vai ser difícil romper, apagar o número da agenda, traçar outra rota para o trabalho, começar aquela dieta. Mas você precisa tentar, levantar a cabeça, sentir coragem. Criar forças . Se houvesse receita pronta para tudo na vida, tudo seria mais previsível.

Mas tem algumas coisas na vida que o tempo não vai apagar, e mesmo que você tente esquecer. Não há nada que te faça romper com essas lembranças. Então a melhor coisa, é romper com aquilo que te trava, que não acrescenta em sua vida, que não te transforma. Não é uma questão de interesses. É você pensar em valorizar aquilo que desperta o melhor que existe de si. Pois assim as boas lembranças da sua vida serão preservadas.





quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O que não vemos

O essencial é invisível aos olhos” Antoine de Saint-Exupéry.


Se ficarmos só no essencial,deixaremos de buscar o que é incrível.Em um mundo de vaidades, não ver tudo que se passa ao nosso redor,pode nos afastar do excesso de informações, das maldades e tudo que é ofensivo. Mas se pararmos para pensar naqueles que não podem ver por exemplo : o azul do céu, o movimento das ondas no mar, que a água não tem cor. As árvores tem folhas verdes mas mudam de cor a cada outono.E muitos nunca entenderão isso. Com um pouco de reflexão vamos notar o quão egoísta somos diante de tudo que a vida nos oferece.
É tão fácil enxergar apenas aquilo que queremos, e deixar de lado tudo o que não nos agrada. Somos tomados por decisões em função de nossos sofrimentos, angústias e medos. E nosso instinto defensivo nos afasta de momentos como apreciar: a natureza, uma leitura mais refinada, uma arte de rua, um bate papo com amigos, de uma imersão na vida.
A culpa de nossos fracassos e angústias não está naquilo que vemos, e sim naquilo que deixamos de ver. Ir além do essencial é algo que nos força para melhor. Aprofundar mais e ir além das aparências. 
Comer um bolo de chocolate decorado com morangos vermelhos é uma experiência incrível. Vemos o bolo pronto, mas não o seu preparo. A dedicação de uma pessoa, que muitas vezes não come daquilo que produz, mas sente-se plena em poder oferecer ao seu próximo o fruto do seu trabalho.
Procuramos a independência, os nosso direitos, e nos esquecemos de fazer a nossa parte, e cumprir com as obrigações.Estas criadas por nós mesmos.
Admirar a beleza não é pecado. Deixar de ver a beleza nas coisas é um erro. E a beleza não consiste apenas em padrões, em aparência física. E simplesmente demonstrar que estamos vendo algo, não nos torna melhor que ninguém.Ver não é só olhar, curtir uma foto na postagem do amigo. É ir além, é perceber. É silenciar se necessário for. Quantas vezes olhamos uma postagem que achamos interessante, mas não curtimos, não comentamos, por medo do que os outros vão pensar a nosso respeito. Você pode ter achado incrível, mas se controla e é indiferente.
Enxergamos tudo e não vemos muita coisa. Não é preciso ter opinião sobre tudo. É mais interessante ter uma opinião rica a respeito daquilo que te motiva. Saber enxergar o outro, também é um ato mais nobre do que falar o que acha que sabe a respeito do outro.Se todos soubessem como é a visão de um animal. Uma cobra por exemplo, enxerga através dos movimentos. Com certeza você já esteve diante de uma e acreditou que ela o observava com os olhos. As moscas e os peixes enxergam com uma qualidade bem inferior a humana. E assim vai. Nós humanos, enxergamos. Mas nem todos podem ver. Seja por deficiência visual, ou por falta de observar o mundo a nossa volta.
Estamos acostumados a tantas mentiras que parecem verdade, e que são repetidas inúmeras vezes em nossas vidas. O desafio é ver além das barreiras, das fronteiras físicas e imaginárias. As barreiras de nossa própria mente, daquilo que não faz sentido, mas que insiste em continuar.
Ver é ser livre! É buscar o incrível de forma simples. Ser grato pelo que se pode ver com os olhos. E mais grato ainda por aquilo que vemos ao ir além.